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Nicete Bruno
Universitários no teatro


As cortinas se abrem. Nicette Bruno entra no palco. “É sempre um momento mágico”, revela a atriz, cuja história se confunde com a do teatro brasileiro. Aos 4 anos, ela cantava e declamava versos em programas de rádio em Niterói, onde nasceu. Aos 14, já se destacava como atriz revelação no Rio de Janeiro e, três anos depois, mudava para São Paulo para ajudar a criar o Teatro de Alumínio e coordenar a Companhia Nicette Bruno e seus Comediantes. Quando precisou de um “galã” para uma peça, Paulo Goulart entrou em cena. Os dois contracenaram e se casaram – na vida real – no palco do Teatro Íntimo Nicette Bruno, fundado por eles. Além de atuarem em inúmeras peças e novelas, eles participaram da criação do Teatro de Comédias do Paraná e da Escola de Teatro do Guaíra, em Curitiba. Em São Paulo, o casal esteve à frente do Teatro Paiol por 20 anos. Com uma consolidada e premiada carreira, o maior desafio de Nicette hoje é atrair o público jovem para o tea tro. “A juventude perdeu o interesse pelo teatro por falta de estímulos”, lamenta. Há cinco anos, ela e o marido criaram o projeto Teatro nas Universidades para levar peças gratuitas a estudantes da capital paulista. O teatro amplia horizontes, alonga o olhar para a vida e ensina os jovens a pensar.” Mais de 80 mil alunos de 90 universidades já viram espetáculos como o premiado Agreste, de Newton Moreno. É oferecida também uma palestra sobre comunicação para os estudantes e, nos finais de semana, a peça é aberta para a comunidade. Em 2008, o projeto recebeu o Prêmio Especial da Associação Paulista de Críticos de Arte. A atriz preside ainda a Casa da Fraternidade, centro espírita no bairro paulistano de Pirituba que promove cursos para a população carente.


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